A economia dos grãos

Comex do Brasil

Por Rodrigo Campos, Gerente de Marketing da Fast Agro, empresa focada no desenvolvimento de soluções para a fisiologia das plantas. Com 26 produtos em seu portfólio, a empresa agrega valor na cadeia de produção das culturas de soja, algodão, feijão e milho no cerrado do Brasil, Argentina e Paraguai.

O Brasil ocupa a segunda posição na produção global de grãos com milho e soja com 10% e 30%, respectivamente, ficando abaixo somente dos Estados Unidos. De acordo com um levantamento recente feito pelo IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a agropecuária puxou para cima o resultado da economia brasileira. Para termos uma ideia de comparação, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou alta de 1%, enquanto a agropecuária teve avanço de 13%.

 Entre os produtos que se destacaram estão o milho (55,2%) e a soja (19,4%). Esses dados mostram a relevância dos grãos para a economia brasileira, inclusive para o nosso abastecimento interno, já que são utilizados como produtos base para outras indústrias, como óleos, ração animal e até combustíveis, como é o caso do milho.

 O uso do cereal na produção do etanol foi impulsionado pela abundância, pela queda dos juros e pelas boas perspectivas para o consumo de combustível no país, visto que a demanda tem crescido devido ao alto custo da gasolina. O Estado do Mato Grosso, por exemplo, possui quatro usinas de etanol de milho, além de mais sete em construção ou sendo ampliadas ainda este ano, com previsão de três bilhões de litros nos próximos cinco anos.

 Os grãos também são insumos importantes para exportação brasileira. Segundo a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), estima-se que a safra de soja de 2018/19 alcance entre 117 e 119,42 milhões de toneladas, enquanto a de milho pode chegar até 91,1 milhões de toneladas.

 O feijão também é de suma importância para o mercado brasileiro. De acordo com as informações divulgadas pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Exportações e Investimentos), o Brasil vem ganhando visibilidade internacionalmente nesse mercado, com destaque para as transações com a Índia, que em 2017 importou cerca de US$ 34 milhões.

 Esse cenário nos mostra que já não é mais possível contar com as condições climáticas, tendo em vista que estas podem afetar diretamente essas culturas. Por exemplo, alguns produtores aguardaram a chegada das chuvas para iniciar o plantio, por outro lado muita chuva também pode prejudicar a plantação.

 No mercado já é possível encontrar produtos que garantem mais tolerância da planta caso não haja água em abundância, alguns que auxiliam no enraizamento da muda, soluções que conferem à semente um desenvolvimento mais rápido e vigoroso e fertilizantes especiais que garantem maior produtividade.

 Hoje em dia, é imprescindível o investimento em tecnologias que auxiliem o produtor com o cultivo da sua lavoura, desde produtos que mantenham a fisiologia da planta 100% saudáveis, até sistemas de monitoramento mais sofisticados.