Brasília recebe seminário sobre startups e empresas digitais

Embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil, Kees van Rij

Brasil e Holanda buscam estreitar relações na área de tecnologia e no intercâmbio de startups

Raquel Pires

Fotos: Eliane Loin

A Câmara de Comércio do Brasil na Holanda (Bradutch) com o apoio da Embaixada do Reino dos Países Baixos no Brasil e da Associação de Startups e Empreendedores Digitais do Brasil (ASTEPS), lançou nessa segunda-feira (26) o Seminário Conexão Holanda, no Co-Piloto Espaço Coworking, na 306 Sul, em Brasília. O evento teve como objetivo falar sobre os avanços de Brasil e Holanda na área de tecnologia nos últimos anos e suas parcerias e possibilidades de melhoramento.

Dentro desse espectro, o projeto “Startups Brazil” foi apresentado dentro do evento. A ação tem como objetivo principal promover a cooperação mútua e as relações de negócios e investimentos entre Brasil e Holanda na área de startups e empresas digitais.

O chefe substituto da Divisão de Ciência e Tecnologia (DCTEC) do Ministério das Relações Exteriores, Luis Fernando Machado
O chefe substituto da Divisão de Ciência e Tecnologia (DCTEC) do Ministério das Relações Exteriores, Luis Fernando Machado

Essa é a primeira oportunidade para que startups e empreendedores digitais de Brasília possam conhecer mais sobre o mercado na Holanda, com a finalidade de criar parcerias e atrair investimentos.

O embaixador do Reino dos Países Baixos no Brasil, Kees van Rij discursou na abertura do evento, que também contou com a presença do chefe substituto da Divisão de Ciência e Tecnologia (DCTEC) do Ministério das Relações Exteriores, Luis Fernando Machado.

Em seu rápido discurso, o embaixador afirmou que a Holanda investe muito em startups e vem abrindo seu mercado para dar oportunidades para empresas estrangeiras. Segundo Kees, isso deve ser uma prioridade para todos os países que tem intenção de avançar em tecnologia. “Vamos trabalhar para facilitar que empreendedores comecem a trabalhar na Holanda com condições específicas”.

Hugo Giallanza, presidente da ASTEPS
Hugo Giallanza, presidente da ASTEPS

Luis Fernando Machado, do Ministério das Relações Exteriores, complementou afirmando que os ecossistemas de startups dos dois países têm muito a se beneficiar com a parceria. “A Holanda, hoje, fica no segundo lugar em inovação e as nossas startups estão se destacando internacionalmente pela capacidade dos brasileiros de encarar os problemas por outros ângulos, de trazer novas soluções tecnológicas”.

O seminário contou com palestras de Paula Borges Gomes Akitaya, coordenadora de Internacionalização da ApexBrasil, que falou sobre o processo de internacionalização para startups brasileiras. Paula explicou que as principais motivações para as empresas irem para fora e o que elas buscam. “Nas nossas pesquisas, a maior parte das empresas respondeu que busca mercado lá fora e os principais países alvo pelas empresas brasileiras ainda são Estados Unidos e países da América do Sul”.

A diretora do projeto Bradutch em Brasília, Joyce Dias
A diretora do projeto Bradutch em Brasília, Joyce Dias

Porém, ela frisou que internacionalização precisa de cuidado antes de ser feita, pois caso sejam tomados os passos errados, o resultado pode levar a falência da empresa. Esse mesmo alerta foi feito por Hugo Giallanza, presidente da ASTEPS, que abordou o ecossistema em Brasília e oportunidades de internacionalização.

Giallanza declarou que o Brasil passa por um problema geográfico na hora de expandir empresas. “Quando você cria uma empresa na Europa, ela já é internacional. Aqui os nossos empreendedores enfrentam o paradigma de expandir para o bairro vizinho. No máximo, o estado vizinho”. Porém, ele salientou que a capital é um terreno propício para internacionalizar sua empresa, pois “em Brasília, somos privilegiados, temos várias embaixadas no nosso quintal”.

O diretor da Bradutch no Ceará, Tiago Furtado
O diretor da Bradutch no Ceará, Tiago Furtado

Para a diretora do projeto em Brasília, Joyce Dias, o projeto Bradutch foi criado, para auxiliar as empresas interessadas em como fazer o processo de globalização. “A ideia é não ser só um apoio para a internacionalização, e sim, é oferecer uma assistência desde o início para as startups”. O diretor da Bradutch no Ceará, Tiago Furtado, também compareceu ao evento e reforçou a importância da inovação para o país. “O mercado deixa de ser o Brasil, passa a ser o mundo. Quando algumas pessoas têm uma grande ideia, apoio correto, elas crescem e inovam”.

O projeto ainda pretende organizar uma missão de startups para a Holanda em 2019 e realizar outros seminários em diferentes cidades do Brasil. Mais a noite, após as palestras do evento, o embaixador Kees van Rij abriu as portas da residência oficial para um “borrel”, um típico happy hour holandês.

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