Celebração da diversidade e riqueza cultural dos países francófonos

Em sua 22ª edição, Festival da Francofonia traz ampla programação pensada por 50 embaixadas

Março é um mês aguardado por muitos brasilienses. Afinal, há 22 anos é realizado o Festival da Francofonia em Brasília, sempre nesta época. E, como de costume, a programação vem recheada de atividades para todos os gostos e todas as idades. Para abrir essa grande celebração cultural, La Bronze (Nadia Essadiqi) faz duas apresentações na noite do dia 15 de março (sexta), entre 19h30 e 1h da manhã, no Canada Club (SES 803, lote 16). A atriz, escritora, cantora e compositora canadense de origem marroquina conquistou, em 2018, dois milhões de plays com a versão em árabe de “Formidable”, do rapper belga Stromae. É um dos nomes emergentes da música no Canadá. Os ingressos custam R$ 20 e estão à venda no site Eventbrite (https://bit.ly/2UrmDOP).

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Para toda a família

O Bazar da Francofonia reúne anualmente mais de 20 embaixadas de países francófonos. São cerca de 50 expositores com os mais variados produtos e um público fiel de cerca de 3 mil pessoas – vai ocupar os lindos jardins de Burle Marx da Aliança Francesa de Brasília ( SEPS 708/907, lote A), no dia 17 de março (domingo), durante o dia todo.

Bazar (1)“Especialmente na capital do país, a língua francesa constitui uma maneira de acessar o mundo de hoje, é uma ferramenta de comunicação, de reflexão e de criação que favorece a troca de experiências, a mobilidade acadêmica e de maneira geral, o diálogo intercultural”, afirma o diretor da Aliança Francesa de Brasília, Matthieu Bernard.

Durante a manhã e na parte da tarde, os visitantes vão poder conhecer um pouco mais sobre a história desses países por meio do turismo, artesanato, esporte e da gastronomia. Entre a enorme variedade de pratos típicos, destaque para os pães franceses, salsichões e queijos suíços. A entrada é franca e o programa é indicado para toda a família, com direito à área especial para as crianças.

Exposição de quadrinhos Belgas

Na Bélgica, a história em quadrinhos é uma instituição. A maioria das casas do país possui uma coleção ou uma biblioteca exclusiva de HQ. Mais da metade dos livros editados ou produzidos no país são do gênero.Bazar (1)

O festival da Francofonia traz um pouco da magia das HQ’s bélgicas para Brasília na exposição “Os Faróis das Histórias em Quadrinhos Belgas”. A abertura acontece nesta terça-feira (19), às 19h, na Lycée Français François Mitterand (SHIS QI 21, bloco D, lago Sul).

Sétima arte

O cinema francês é atualmente o mais dinâmico da Europa em termos de público, números de filmes produzidos e de receitas geradas por suas produções. Mas algumas delas não entram no circuito comercial das grandes salas de cinema. Por isso, a Mostra de Cine Francófono é uma oportunidade rara para ter acesso a obras que dificilmente chegam por aqui.

Este ano será de 18 a 29 de março, no auditório da Aliança Francesa, durante o dia apenas para os alunos do Centro Interescolar de Línguas (CIL) e, durante a noite, na sala Le Corbusier na Embaixada da França. Na programação, longas e curtas de países como Bélgica, Canadá, França e África do Sul. A entrada é franca.

Bate-papo com escritores

O Festival da Francofonia promove, no dia 19 de março, uma conferência com os escritores Laurence Badel e Paulo de Almeida, no Instituto Rio Branco.

Laurence é professora de História das Relações Internacionais na Universidade Paris 1 Panthéon-Sorbonne e diretora do Centro de História das Relações Internacionais Contemporâneas, na França.

Já Paulo de Almeida é doutor em Ciências Sociais (Université Libre de Bruxelles, 1984), mestre em Planejamento Econômico (Universidade de Antuérpia, 1977) e diplomata de carreira, por concurso direto, desde 1977.

Um jantar no melhor estilo francês

Em 21 de março, 50 países participam do projeto Goût de France / Good France, uma iniciativa do Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros para promover a gastronomia francesa nos cinco continentes do mundo. Em Brasília, o jantar ocorrerá em vários restaurantes. Para esta 5ª edição, o tema será a região da “Provence”, localizada no sudeste da França.

Os chefs oferecerão menus com várias etapas, conciliando suas gastronomias com clássicos franceses. Confira os restaurantes brasilienses:

  • Aquavit
  • Atelier Café
  • B Hotel
  • D.O.C Restaurante & Lounge
  • Gran Cru em parceria com Daniel Briand
  • IFB
  • La Chamumière
  • La Fleur Bistrô
  • La Tambuille
  • L’Amour du Pain
  • Le Jardin Bistrot
  • Le Parisien Bistrot
  • Le Vin Bistro
  • Lionel Ortega
  • Maison Nassar
  • Menu Restô
  • Nossa Cozinha Bistrô
  • Oliver
  • Piauíndia
  • Escola Senac Downtowl
  • Universal Diner
  • Saveur Bistrot
  • Taypá

Maratona Poética

A Aliança Francesa será palco da Maratona Poética, no dia 22 de março, das 10h às 22h, com entrada franca. O coletivo “En classe et en scène”, sob a direção de Maria da Glória Magalhães, professora de Literatura na UnB, participa das 14h30 às 16h com uma apresentação teatral de uma seleção de poemas de Léopold Senghor e de extratos da peça Le Carrefour, do escritor togolês Kossi Efoui.

Das 16h30 às 18h é a vez de Júlia Tygel e Tatiana Parra entrarem em cena interpretando poemas cantados do belga Simon Tygel. Neste projeto, a neta do poeta, Júlia Tygel, pianista e compositora, propõe interpretar canções sobre poemas de seu avô, em português e em francês. As canções são centradas no núcleo piano e voz, com a cantora Tatiana Parra.

Ana Rossi, poetisa, novelista, dramaturga, tradutora e ensaísta apresenta seus poemas cantados das 19h às 20h. Ela nasceu em 1965 em São Paulo e saiu do Brasil para a Bélgica em 1974, durante o exílio do seu pai. Passou a sua vida entre o Brasil e a França e atualmente é professora no Departamento de Línguas estrangeiras e tradução do Instituto de Letras da UnB.

Fechando a programação, Gustavo de Melo Amaral apresenta a melodia do rap e do slam, das 20h30 às 21h30. Nascido na periferia do Rio de Janeiro, sempre gostou da literatura e da força que as palavras têm. Hoje ele faz o que mais ama: escrever e fazer rap, o estilo com o qual mais se identifica, por causa de toda sua história de origem e temas sociais bem atuais. Como ele mesmo diz, o rap é “a voz da favela, da periferia, é cultura negra. E nós temos muito a dizer”.

Electro-pop belga

No domingo (24 de março), o duo belga Rive, formado por Juliette Bossé (guitarra, piano, voz) e Kévin Mahé (bateria), se apresenta às 19h, no Clube do Choro. Conhecida por sua sonoridade electro-pop e canções autorais em francês, Rive transita entre o pop experimental moderno, inspirado pelos avanços de alguns pioneiros (AR, Apparat).

“Onírico e poético”, “Exuberante e encantador”, “Electro pop à flor da pele”, “Viagem exaltante a múltiplas influências”. Estes são os principais adjetivos que descrevem o projeto de Bruxelas composto por Juliette e Kévin. Rive foi reconhecido pela imprensa como “Revelação 2017” e ganhou vários prêmios. Ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

Teatro

O Espaço Cultural Renato Russo recebe, no dia 25 de março, às 19h, atores da companhia do Théâtre National Populaire (TNP) para um atelier. O bate-papo é aberto ao público.

No dia seguinte (26 de março), o Théatre National Populaire de Villeurbanne apresenta a peça “Louis Aragon, Je ne me souviens”, às 20h.

A apresentação faz parte do texto “O romance inacabado”, de Louis Aragon, publicado pela Gallimard em 1956 com o subtítulo Poema. O escritor olha para sua vida passada em uma coletânea que assume a forma de uma autobiografia poética, onde ele pesa os sonhos e sofrimentos, amores, decepções e fracassos. O espetáculo tem uma hora de duração. Entrada franca. Classificação indicativa: 14 anos.

A FRANCOFONIA

A francofonia nasceu da iniciativa de três eminentes francófonos e Chefes de Estados africanos: Léopolde Sédar, Senegal; Habib Bourguiba, Tunísia, e Hamami Diori, do Níger. O dia 20 de março foi escolhido como Dia Internacional da Francofonia por ter sido a data da assinatura da Convenção da criação da Agência de Cooperação Cultural e Técnica (ACCT) em Niamey, Niger, no ano 1970.

Em 1997, a ACCT foi transformada em Organização Internacional da Francofonia (OIF) por disposição adotada durante a Cúpula realizada em Hanói, Vietnã, revisada em 2005 durante a Conferência de Antananarivo, Madagascar.

Trata-se de um dispositivo institucional que organiza as relações políticas e de cooperação entre os estados e governos da OIF.  Comunidade linguística, que envolve entidades estatais e governamentais que têm em comum a língua francesa e compartilham valores humanistas, culturais e democráticos.

Em janeiro de 2015, a Sra. Michaëlle Jean, canadense de origem haitiana, ex-governadora geral do Canadá, foi empossada como nova secretária geral da Organização Internacional da Francofonia. Ela se tornou a primeira mulher e a primeira personalidade não africana a ocupar esse alto cargo. A Sra. Jean deixou com sua família seu país natal, Haiti, e foi para o Canadá fugindo da ditadura de Duvalier quando ela tinha apenas 11 anos de idade.

Atualmente, a OIF integra 80 países espalhados pelos cinco continentes, sendo 54 membros, 23 observadores e três estados associados.

A 22ª edição do Festival da Francofonia, em Brasília, é presidida pela Embaixada da Tunísia.

Serviço:

Festival da Francofonia

De 15 a 31 de março

Programação completa: http://www.afbrasilia.org.br/francofoniaembrasilia/