Oportunidade de investimentos em Portugal

Ana Cristina Dib

Eurico Jorge Nogueira Brilhante Dias, secretário de Estado de Internacionalização de Portugal, fez nesta terça-feira (15) na Fiesp a palestra “Oportunidades de Investimentos em Portugal”.

Segundo Brilhante Dias, “ nos últimos anos houve enorme esforço e dedicação dos empresários portugueses, sem os quais não teria havido solução para a economia portuguesa. Por exemplo, conquistaram novos mercados. O investimento direto estrangeiro supera 62% do PIB, e mais de 43% do PIB vem das exportações. O país é aberto”, afirmou.

Seguro legalmente, seguro politicamente, seguro na proteção cambial e de ativos. As pessoas são qualificadas, um dos patrimônios mais valiosos do país, após forte investimento em educação. Há incentivos financeiros e fiscais para fixação de investimentos em diversas áreas. E a União Europeia, com seus 500 milhões de consumidores, tem também acordos com países como Canadá, México e Japão.

Brilhante Dias elencou seis áreas em que recomenda aos brasileiros aprofundar a análise do investimento em Portugal: Mineração, com importantes reservas de lítio (usado em baterias de carros elétricos). Há empresas experientes no Brasil, destacou.“É o momento para desenhar juntos o futuro”, diz secretário do governo português

Química e petroquímica. Portugal é competitivo e tem ligação direta com o porto de Santos; Agricultura, com 250.000 hectares de novas áreas disponíveis para plantar produtos premium, com margens mais interessantes; Logística; Turismo e imóveis. Há um patrimônio histórico que o governo pensa em ceder para a iniciativa privada. Startups, com ecossistema favorável a elas, com o Web Summit, importantes incubadoras e apoio financeiro para incubação e também para aceleração.

“Acredito firmemente que vamos passar outro nível de relacionamento comercial entre Portugal e Brasil”, afirmou o secretário. “Podemos fazer mais, e este é o momento para desenhar conjuntamente o novo futuro, que o acordo entre União Europeia e Mercosul pode propiciar”, concluiu o secretário português.