Forças Armadas é base de combate e defesa do Egito

Súsan Faria

Foto: Eliane Loin

 O Exército egípcio tem um milhão de homens, dos quais metade está na ativa e os demais na reserva. É, assim, o maior da África e do Oriente Médio e o 10º  do mundo.

 

 

O embaixador Alaa Roushdy e a esposa Francoise Amiridis
O embaixador Alaa Roushdy e a esposa Francoise Amiridis

No dia 5 de outubro, comemorou-se, naquele país, o Dia das Forças Armadas e, em Brasília, a festa reuniu militares, o embaixador Alaa Roushdy, diplomatas dos países árabes e representantes do corpo diplomático. A comemoração – realizada no Clube do Exército – contou com apresentação de vídeo sobre a capacidade bélica e as ações dos soldados, seguido por um jantar com comidas típicas.

O embaixador, em seu discurso, disse que a data serve para que se lembre de todos os mártires do país, das Forças Armadas, que morreram pela nação, de todos aqueles que contribuíram para a vitória de Guerra de outubro. “Que Deus proteja o Egito e as suas forças armadas e os filhos dela”, pediu Alaa Roushdy.

Egito35O adido de defesa da Embaixada do Egito, coronel Hossan Shalaby lembrou que no 44º aniversário das forças egípcias se comemora as vitórias de outubro, que representam a determinação de libertar o país e restaurar o orgulho e dignidade do povo. “Recuperamos a terra ocupada e mostramos a força e a solidez das forças armadas egípcias, que são consideradas – por seus recursos humanos e materiais – um pilar dos poderes do Estado, o que coloca o Egito em posição de liderança no Oriente Médio”, disse.

Egito26Hossan Shalaby afirmou que o Egito proporcionou uma visão corajosa para a paz no Oriente Médio em termos de força, vitória e determinação de seus homens, tomando medidas firmes para por em prática seu papel principal: manutenção da segurança nacional no Egito e no mundo árabe. “Hoje estamos comemorando a vitória das forças armadas egípcias e a restauração total do controle do Sinai”, explicou. Contudo, segundo o coronel, ainda é constante a luta das forças armadas egípcias no combate ao terrorismo “que tenta distorcer todos os valores na tentativa de implantar um falso tom religioso, discordante com todas as religiões e valores humanos”.

Egito33O adido de defesa comentou que o Egito e o Brasil mantêm relações há mais de 90 anos e o que une os dois países está além de interesses mútuos, pois inclui cultura e contribuições entre os dois povos.

Egito17Antes da solenidade foi executado o Hino Nacional brasileiro e o egípcio. Entre os pratos servidos no jantar, pastas de berinjela e grão de bico, Kapssa (arroz com cordeiro), Fatuch (salada árabe, com molho especial) e os tradicionais Gatft (pasteizinhos doces).

Egito49História – No dia 6 de outubro de 1973, tropas egípcias, liderando uma coalização de tropas árabes, atacaram Israel. Em pleno feriado do Yom Kippur (feriado judeu com jejum e sinagogas cheias), estourava o quarto conflito armado do Oriente Médio, conhecido como “Guerra de Outubro”. O motivo principal da Guerra do Yom Kippur foi a anexação de territórios sírios e egípcios por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em julho de 1967. Esses territórios eram a Península do Sinai, uma parte do Canal de Suez, a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e as Colinas de Golã.

O exército do Egito chegou a adentrar 15 quilômetros do território controlado por Israel na Península do Sinai. Os israelenses sofreram importantes baixas nos confrontos que ocorreram ao longo do Canal de Suez. Entretanto, a contraofensiva israelense deteve os egípcios e adentrou o território sírio, atingindo a capital do país, Damasco.O conflito terminou cerca de vinte dias depois de iniciado em virtude, principalmente, da intervenção dos Estados Unidos, ONU e União Soviética pela realização de um cessar-fogo.

Fonte: http://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/guerra-do-yom-kippur-e-a-crise-do-petroleo.htm

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