Itália guarda vilarejos com milhares de anos e de histórias para contar

Mariana Agunzi

Atire a primeira pedra quem já sabia que ali, na “batata da perna” da bota da Itália, a aproximadamente três horas de Roma, fica uma área cheia de vilarejos e paisagens deslumbrantes tangenciadas pelos montes Apeninos.

É que a região de Marche (ou Marcas, na tradução para o português) não é, mesmo, a primeira parada de quem vai ao país, considerado pelo Datafolha como destino dos sonhos dos paulistanos. Outros pontos atraem, com razão, a atenção de turistas de primeira viagem, como o histórico Coliseu, na capital, ou os canais e gôndolas que embalam casais apaixonados por Veneza.

Mas é justamente aí que mora a graça de se explorar Marche. Poucos minutos de carro, num sobe e desce de montanhas, separam vilas e comunas com milhares de anos e de histórias para contar.

A cordialidade de seus habitantes, a riqueza de sua gastronomia (um viva às trufas!) e a excelência das paisagens valem a viagem.

Paradas imperdíveis 

  1. Fabriano

Conhecida desde a Idade Média pela produção de papel, essa comuna de 30 mil habitantes releva museus incríveis, como o Museo dei Mestieri in Bicicletta, com 70 modelos de magrelas usadas por vários profissionais nos últimos cem anos

  1. Grtas de Frassassi

São um tesouro literalmente enterrado no coração de Marche, a poucos quilômetros da comuna de Genga. Os turistas podem explorar

1,5 km das grutas a pé, mas elas têm, ao todo, quase 30 km de extensão

  1. Sassoferrato

Com cerca de 7.000 habitantes, é a comuna originária de um importante pintor barroco, Giovanni Battista Salvi da Sassoferrato (1609-1685). Nessa região fica o sítio arqueológico de Sentinum, com suas colunas e ruas romanas

  1. Scheggia e Pascelupo

Enquanto Scheggia tem 1.400 habitantes, Pascelupo, ao lado, orgulha-se de ter apenas três. A vila quase fantasma tem só três moradores fixos -os demais vivem no entorno. A vista do Monte Cucco é deslumbrante

  1. Corinaldo

Envolta por quase um quilômetro de muralhas, a cidade medieval é um exemplo de arquitetura militar. Seus quase 5.000 habitantes vivem da agricultura, e o turismo enogastronômico é um dos pontos fortes do local