Tributo à herói cubano

Juan Martí  foi celebrado e recebeu flores no busto em sua homenagem, em Brasília. O encontro também contou com o demonstrativo de alguns dados sobre a ilha.

Raquel Pires

Cubanos estiveram em festa no último domingo (27), para comemorar o 166º aniversário do ídolo nacional. O político nacionalista foi jornalista, filósofo, poeta e considerado um grande intelectual, além de criador do Partido Revolucionário Cubano (PRC) e organizador da Guerra de 1895, que deu a Cuba sua independência da Espanha. Seu pensamento transcendeu as fronteiras do país e adquiriu um caráter universal.

O embaixador de Cuba, Rolando Antonio Gómez González
O encarregado de negócios Rolando Antonio Gómez González

O encarregado de negócios de Cuba, Rolando Antonio Gómez González, discursou durante o evento enaltecendo Martí, citando um dos líderes da Revolução Cubana, Fidel Castro e o 60º da revolução. “Neste novo aniversário do nascimento do nosso herói nacional, José Martí, nos lembramos dele e o honramos com mais compromisso e firmeza ideológica, tendo em conjunto com Fidel, como uma bússola permanente que orienta o caminho, a luta e o dever com a pátria”

Gonzáles afirmou que ambos são a alma moral e o guia para levar o mundo em direção a um mundo melhor e mais justo e que as comemorações marcam a fé renovada na vitória cubana. “Fidel e a revolução colocaram Cuba em um lugar de prestígio no mundo por sua contribuição para a teoria e prática revolucionárias e para desenvolvimento humano e social. Eles nos mostraram que um mundo melhor é possível e é por isso que, com convicção e determinação, lutamos e Continuaremos lutando até a vitória sempre”.6

Durante o evento, as relações com o Brasil e os embargos econômicos americanos feitos contra a ilha foram temas do discurso de Gonzáles. Sobre a economia, ele declarou que Cuba alcançou um discreto crescimento econômico de 1,2% sem abandonar programas sociais importantes, apesar do impacto negativo dos eventos climáticos e do recrudescimento e bloqueio dos Estados Unidos. “Em 2018, o assédio econômico, comercial e financeiro Washington nos causou perdas de mais de 4 milhões dólares”.

Segundo o diplomata, a taxa de crescimento do PIB cubano baseou-se no avanço dos investimentos para o desenvolvimento da ferrovia nacional, construção de novos hotéis e expansão das linhas serviços de telefone e acesso à Internet. Gonzáles reiterou que apesar do progresso macroeconômico limitado, “em novembro de 2018 o governo colocou em vigor novas pensões mínimas para aposentados, que passaram de 200 para 242 pesos para quase 300 mil pessoas”, disse.

10Até 2019, Cuba espera um aumento de 1,5% no PIB, com recuperação da indústria açucareira e aumento da atividade em outras áreas, como construção, transporte e comunicações. O plano, segundo o presidente Miguel Díaz-Canel, será “estar em função do rendimento do país em moeda estrangeira e sua cobrança, pagando mais dívidas que os empréstimos para obter e cumprir com o mais alto a pontualidade do pagamento dos compromissos”.

Portanto, o Orçamento do Estado assegurará os recursos para sustentar a serviços sociais básicos, como saúde pública, educação e assistência será responsável por 51% das despesas correntes da atividade orçamentada.

Na visão do diplomata, o principal desafio do país é encontrar caminhos que levem a melhor situação econômica, apesar do bloqueio intensificado americano e dos efeitos climatológicos. “Continuamos imersos nas transformações que propomos para reordenar nosso projeto socioeconômico. Nós discutimos um novo projeto de Constituição, que a nossa Assembleia Nacional aprovou e pelo qual votaremos no próximo dia 24 de fevereiro”. Para Gonzáles será um trabalho coletivo em que as pessoas contribuíram com suas ideias e critérios para melhorar o projeto inicial. “Será um plebiscito forte e vitorioso contra as manobras e tentativas de uma minoria contrarrevolucionária e subserviente aos interesses imperiais”. salientou.8

RELAÇÃO COM BRASIL – Nos últimos meses, a relação entre os dois países foi abalada devido ao Programa Mais Médicos. Segundo o governo cubano, os médicos foram forçados a interromper o trabalho no Brasil. Segundo o embaixador de Cuba, os doutores cubanos honraram o legado de Fidel e alcançaram a pátria com dignidade como escudo e bandeira. “Eles estavam em Brasil, onde ninguém veio curar e tratar doenças e animar a alma dos mais necessitados. O povo brasileiro agradeceu e endossou o rigor científico e a qualidade humana dos médicos cubanos”.

“Nada, nenhum propósito sombrio e servil, pode danificar o infinito amizade que une os povos de Cuba e do Brasil. Eles podem vir estágios e desentendimentos que serão momentâneos, mas nunca vai impor os anseios minoritários de nos ver distantes e separados”, completou o diplomata.

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