Levantamento indica participação de apenas 1,16% do Brasil nas exportações mundiais

Comex do Brasil

Dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) relativos ao ano de 2016, mostram que naquele ano o Brasil teve uma participação de 1,16% nas exportações mundiais, atrás de países como a Coreia do Sul (3,10%), México (2,34%), Rússia ( 1,77%). No ranking da OMC, o Brasil apareceu à frente da África do Sul (0,47%) e da Argentina (036%).

O ranking foi liderado pela China, responsável por 13,15% de todas as exportações globais, seguida pelos Estados Unidos, com uma fatia de 9,12% dos embarques realizados em todo o planeta. Os dados da OMC foram compilados pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

Alguns dados constantes do relatório da OMC chamam a atenção. Um deles: em 1980, a China respondia por apenas 0,88% das exportações mundiais, percentual inferior àquele registrado pelo Brasil, da ordem de 0,99%. A partir do início dos anos 2000, a China passou a dar saltos expressivos e aumentou substancialmente suas exportações até chegar ao nível máximo em 2015, quando respondeu por 13,80% de todo o volume exportado mundialmente.

No ano seguinte, essa participação chinesa teve uma pequena queda para 13,15%. Enquanto isso, o percentual máximo obtido pelo Brasil, de apenas 1,41%, foi registrado em 2011 e a partir dali não parou de cair até chegar a 1,16% em 2016.

Em 1980, a Coreia do Sul era outro país que ocupava uma posição abaixo da brasileira nesse ranking, com apenas 0,88% das exportações mundiais. Uma década depois, os sul-coreanos iniciaram um vigoroso aumento na participação nas exportações mundiais alcançando o percentual de 1,89% e seguiu trajetória de forte alta até chegar a uma taxa de 3,10% em 2016.

O México também tinha participação inferior à do Brasil no quesito exportações mundiais, com uma fatia de apenas 088% em 1980. No ano 2000, os mexicanos alcançaram sua melhor marca nesse ranking, com 2,57% e em 2016 registraram um percentual de 2,34%, bem à frente da marca de 1,16% obtida pelo Brasil.