ONU pede fim da mutilação genital feminina

Hoje é celebrado o Dia de Combate à mutilação genital feminina

Notícias ao Minuto Brasil

A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu hoje (6) “tolerância zero” contra a prática de mutilação genital feminina (MGF) e compromisso dos governos para evitar que milhares de meninas sejam mutiladas nos próximo anos. O apelo vem no dia 6 de fevereiro, data em que é comemorado o Dia Internacional Contra as Mutilações Genitais Femininas.

Através de um comunicado conjunto, o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a ONU Mulheres citaram o caso de Mary Oloiparuni, que foi mutilada quando tinha 13 anos e, quase duas décadas após, ainda sente dores e desconforto.

A ONU ressaltou que, para colocar fim a esta prática, é necessário combater a desigualdade de gênero e trabalhar com o empoderamento social e econômico das mulheres. Estima-se que ao menos 200 milhões de mulheres e crianças que vivem hoje já tenham passado por mutilação genital.

Embora a prática esteja concentrada principalmente em 30 países na África e no Oriente Médio, ela também acontece em alguns lugares da Ásia e da América Latina, e em grupos de imigrantes vivem na Europa Ocidental, América do Norte, Austrália e Nova Zelândia, informou a ONU.

A mutilação genital feminina é a remoção ritualista de parte ou de todos os órgãos sexuais externos da mulher. Geralmente é executada com a utilização de uma lâmina de corte, com ou sem anestesia, e inclui a remoção do clítoris e do prepúcio clitoriano. Na forma mais grave, a remoção dos grandes e pequenos lábios e encerramento da vulva.

A prática pode provocar perda do prazer sexual, infecção, infertilidade, dificuldade para urinar e escoar o fluxo menstrual, além de gerar danos psicológicos e físicos.