Projeto de pesquisa do Centro de Trabalho Indigenista (CTI) é premiado pelo Reino Unido

O ganhador do Prêmio Newton 2018, o pesquisador e mestre em Antropologia Social, Daniel Calazans Pierri

O Prêmio Newton, promovido pelo governo britânico através do Fundo Newton, concedeu valor de aproximadamente R$ 1 milhão para ser aplicado na continuidade do projeto científico ganhador

Raquel Pires

Fotos: Eliane Loin

Fomentar a ciência e inovação é um dos motivos que contribuíram para a criação do Prêmio Newton 2018 que na última terça-feira (13), premiou o pesquisador e mestre em Antropologia Social, Daniel Calazans Pierri pelo seu projeto “Improving the lives of the Guarani people by saving the Atlantic Forest”, realizando em parceria com o pesquisador britânico Marc Brightman da University College London.

IMG_4647Daniel concorreu entre seis finalistas, julgados pelo comitê do Prêmio Newton, entre um total de 56 projetos inscritos. O prêmio faturado pelo pesquisador tem o valor total de 200 mil libras, quase R$ 1 milhão para ser aplicado na continuidade do seu projeto científico.

A premiação, concedida aos melhores projetos de ciência e inovação que demonstrem uma contribuição ao desenvolvimento social e econômico dos países parceiros do Fundo Newton, ocorreu na Embaixada britânica em Brasília. A recepção dos convidados e a entrega do prêmio ficaram nas mãos do embaixador do Reino Unido, Vijay Rangarajan.

Embaixador do Reino Unido, Vijay Rangarajan
Embaixador do Reino Unido, Vijay Rangarajan

O diplomata lembrou que esta é a primeira edição do prêmio para países da América Latina e que a premiação faz parte do calendário do Ano Brasil-Reino Unido de Ciência e Inovação. Iniciativa que tem como objetivo celebrar a colaboração entre Brasil e Reino Unido em diversas áreas da ciência, através de seminários, palestras e missões empresariais e acadêmicas em ambos os países.

“Como parte das atividades do Ano Brasil-Reino Unido de Ciência e Inovação, o Prêmio Newton visa celebrar e reconhecer a excelência de projetos com grande impacto para o desenvolvimento social e econômico dos países parceiros do Fundo Newton”, afirmou o embaixador.

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Os seis finalistas e o embaixador do Reino Unido, Vijay Rangarajan

Rangarajan também demonstrou a importância de projetos com impacto ambiental serem mostrados e comentados. “Com grande satisfação que premiamos esse projeto fascinante, que trouxe um grande impacto para os estudos do conhecimento tradicional e da preservação do meio ambiente”.

A mestre de cerimônias do evento, a presidente do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás, Maria Zaíra Turchi elogiou os finalistas do evento, enaltecendo as propostas colocadas a fim de solucionar os impactos ambientais e sociais. “Eu gostaria de parabenizar a todos os finalistas do Prêmio do Fundo Newton 2018 pelo excepcional trabalho e por colocarem suas mentes para proporem por meio da ciência soluções aos desafios globais. Em tempos desafiadores como o qual vivemos, o trabalho de vocês precisa ser valorizado todos os dias, por isso os parabenizo pelos resultados e impacto social gerado a partir das suas colaborações”.

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SOBRE O PRÊMIO NEWTON – Lançado em 2014, o Fundo Newton é um programa britânico de desenvolvimento social e econômico por meio da ciência e inovação.

Até 2021, o Fundo Newton irá aportar 75 milhões de libras em programas de cooperação científica e de inovação com o Brasil. Até o momento, as diversas instituições britânicas cooperaram com os atores do sistema brasileiro de ciência e inovação para encontrar soluções aos desafios globais como doenças infecciosas negligenciadas, mudanças climáticas, resistência antimicrobiana, transformações urbanas, entre outras tantas áreas de excelência científica compartilhadas pelos dois países.

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