Vernissage: Nuances de Paris

Quinta-feira, 2 de maio de 2019 de 19:00 a 22:00

Aliança Francesa de Brasília

SEPS 708/907 Lote A, 70390-079 Brasília

Paris, cidade mítica, capital do romantismo segundo Doisneau, do imprevisto segundo Cartier-Bresson, da noite nos olhos segundo Brassai. Ao longo do tempo, a cidade não parou de inspirar fotógrafos, fascinados pela sua beleza e seus mistérios.

Então, por ter morado lá e continuar voltando sempre, como não deixar me levar pelas ruas da Cidade da Luz e prestar-lhe um tributo humilde?

A vida parisiense é morosa: correr se torna uma obrigação, é como a imagem do coelho em Alice no país das maravilhas. Então, o que inicialmente atraiu o olhar, o comoveu, acaba se misturando ao movimento borrado e se tornando invisível. Seja você um turista ou um parisiense, você sempre vai de um ponto a outro.

RETRATO PESSOAL DA CIDADE DA LUZ

Este trabalho é uma visão de Paris, pessoal, ligada às pequenas coisas que, quando vistas ou percebidas mais de perto, embelezam a vida e nos fazem parar numa calçada, no meio de uma avenida, na beira de uma plataforma durante nossas andanças, deixando a corrida e a ânsia para trás.

“Para cada um de nós, as imagens preto e brancas de Pierre-Etienne Jay são um apelo romântico à memória. Nas fotografias, reconhecemos os lugares emblemáticos do centro de Paris. A cidade está em frente a nós,  abraçada pela doce luz romântica dos sentimentos, num sonho onde as cores desapareceram e a luz ficou, nas sombras transparentes das formas e dos espaços – ao longo das margens do Sena e da Ilha da Cidade com a catedral Notre-Dame, dentro da mágica Torre Eiffel, em torno do obelisco trazido por Napoleão, na rua do Rivoli, no Bairro Latino, na estação Saint-Lazare, em Montmartre, no ponto Alexandre III e na Alma, o boulevard que tem o nome do arquiteto de Paris, Haussmann, na praça Opéra, na Concorde e em Saint-Honoré, na fantasmagórica pirâmide de vidro na entrada do Louvre e no jardim do Palais Royal – esse conjunto flutua nas nuvens do sonho”.

“Nuances de Paris é o retrato na primeira pessoa do artista Pierre-Etienne Jay. Seus relatos pessoais são os frutos da sua consciência cultural, que sente e reproduz, nas imagem em preto e branco, a riqueza das nuances da atmosfera espiritual duma cidade do mundo”. Plamena Dimitrova Racheva, curadora do Museu de Belas artes, de Varna, Bulgária.

O fotógrafo francês Pierre-Etienne Jay nasceu em 1973 em Chambéry, Savoie, no sudeste da França. Tendo sido tocado pela fotografia ainda muito jovem, com uma câmera analógica compacta, essa paixão pela imagem não o deixou desde então, levando-o a fazer disso sua profissão. Autodidata, ele desistiu de sua carreira como tradutor de português-francês para estudar fotografia na EFET em Paris.

Suas fotografias ganharam o apoio do público e dos críticos, que vêem em seu trabalho, uma inspiração que transita entre as obras Eugène Atget – pelas suas vistas da capital francesa deserta – e o romantismo alemão, por conta do lado negro e melancólico das composições. Após residir na França, Bélgica, Brasil e Bulgária, voltou a morar na capital brasileira com sua família depois de cinco anos em Sófia. A exposição fica aberta a visitação até dia 30 de junho.